• Angélica Ribeiro

A arte como forma de pensamento

Na filosofia, a área que estuda os pensamentos artísticos é a estética e pincelando um pouco sobre o assunto: é com essa filosofia da arte, que chamamos de estética, que o pensamento artístico, suas teorias, seus problemas e seus argumentos são estudados, além de questões praticamente típicas da arte, como beleza, feiura, gosto e estilos de produção. Entretanto o texto de hoje não é dedicado à estética e sim para o pensamento do artista.

Através da arte o ser humano produz conhecimentos fundamentados em suas experiências, pesquisas, sentimentos e vivências. Ou seja, é um conhecimento sensível do mundo. E por quê fazemos isso? Porque nós somos racionais, mas não somos só razão! Nós percebemos o mundo com informações sensoriais, com sentimentos e muitas vezes com criatividade e imaginação. E são todas essas informações que um artista seleciona, interpreta e transforma de arte.

Inclusive, é por tratar dessas questões mais vivenciadas que racionalizadas que, estudando história da arte, podemos entender como as pessoas de um local e de uma época se comportavam e o que, em geral, era pensado por essas pessoas. Como Hendrik Roelof Rookmaaker, um autor que eu gosto bastante, escreveu: “É a mentalidade, o estilo de vida, que recebe forma e expressão artística” (ROOKMAAKER, 2010, p. 61), e essa mentalidade do artista, assim como seu estilo de vida, estarão sempre ligados de alguma forma com o seu tempo e com o meio no qual vive.




Referência: ROOKMAAKER, Hans Roelof. A arte não precisa de justificativa. Tradução de Fernando Guarany Jr. Viçosa, MG: Ultimato, 2010.