• Angélica Ribeiro

A história da arte do Paraná

Em um mundo com informações culturais globais circulando facilmente em nossos aparelhos celulares e computadores, por vezes esquecemos de valorizar a produção artístico-cultural próxima à nós. Precisamos lembrar que a cultura regional é importante e, por isso, como paranaense, escrevo brevemente a seguir a respeito da história da arte do Paraná.

A HISTÓRIA

De modo geral, a cultura brasileira começa com um repertório rico e simbólico dos povos indígenas e no Paraná isso não é diferente. A arte plumária, os adornos corporais e os diversos artefatos construídos com materiais naturais como penas e cipós englobam o que chamamos de arte indígena, e estão presentes na história paranaense sendo fundamentos importantes para as etnias Guarani, Kaingang e Xetá presentes atualmente no Paraná.

Já no século XIX um grupo de artistas Franceses veio ao Brasil com a Missão Artística Francesa, entre eles estava Jean Baptiste Debret, o pintor, desenhista e professor que produziu o álbum Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil onde registrou as paisagens brasileiras, inclusive as primeiras imagens do território que hoje é paranaense.

Alguns dos artistas que se destacaram nessa terra nos séculos XIX e XX foram: a desenhista, pintora e aquarelista Iria Correa; o pintor, decorador e cenógrafo português Mariano de Lima; e, o norueguês Alfredo Andersen.

Chamado de "Pai da pintura paranaense", Alfredo Andersen morava em Curitiba desde 1902 e, atuando como professor de arte, formou uma geração inteira de artistas paranaenses. Suas obras revelam o dia a dia trivial da região e a exuberância natural do Paraná.

A ARTE MODERNA PARANAENSE

Desenvolvida no século XX, a arte moderna paranaense apresentou ideais regionalistas produzindo símbolos para o estado, o qual até 1853 pertencia à Província de São Paulo.

O Movimento Paranista teve grande importância na busca de uma unidade representacional do que é ser paranaense: uma missão complicada devido a intensificação dos fluxos migratórios para a região desde a sua emancipação política. Além do mais, as grandes guerras mundiais trouxeram ao Paraná diversos povos que fugiam do horror que pairava nos países em que viviam.

Apesar de complexa, a missão dos paranistas obteve alguns resultados artístico-culturais interessantes como a estilização do pinhão nas calçadas curitibanas feitas por Lange de Morretes, as esculturas de João Turin e de Zaco Paraná.



Escultura "Amor materno" de Zaco Paraná
Escultura "Amor materno" de Zaco Paraná

Outros nomes importantes da arte moderna paranaense foram Guido Viaro e Poty Lazzarotto.

Guido Viaro foi um artista que rompeu com a pintura acadêmica no Paraná. Como pintor, gravador e aquarelista ensinou e influenciou outros artistas de sua época. O gravador e muralista Poty Lazzaroto possui obras conhecidas por uma estilização diferenciada, vigorosa em seus traços e por muitos de seus trabalhos estarem expostos em locais públicos do Paraná, do Brasil e do mundo.