• Angélica Ribeiro

De onde vem a arte contemporânea?

A arte contemporânea retoma elementos do passado que são pontos-chave que promovem a ignição do presente. De acordo com a artista, professora e doutora Anne Cauquelin, nossos pontos-chave são Marcel Duchamp, Andy Warhol e Leo Castelli.

Marcel Duchamp é um modelo comportamental que convém para as expectativas da contemporaneidade, entendendo o conceito como matéria da obra e compreendendo que um objeto adquire o status de arte devido ao seu lugar de exposição. Para Duchamp, o artista é um intermediário que fomenta uma cadeia de comunicação entre a fabricação do objeto e o espectador.

Nosso segundo ponto-chave para a arte contemporânea é Andy Warhol, um artista pop, desenhista de publicidade e empreendedor que tornou a arte acessível ao grande público utilizando-se de repetições, saturações imagéticas, do espaço das comunicações e do entendimento de que a obra de arte alcança o valor desejado para ela.

Por fim, o terceiro ponto-chave é Leo Castelli, um galerista-marchand que considerava a informação como ponto fundamental do sucesso de sua profissão. Com ele percebe-se que a reputação do artista depende do consenso e que uma rede artística eficaz estende-se de maneira quase mundial.

A partir desses três grandes nomes, desenvolveram-se arte conceitual, minimalismo, land art, figuração livre, action painting, body art, instalações, mail art, videoarte e tecnoimagens.

Enfim, com Duchamp, Warhol e Castelli, entendemos que a arte é uma área com grande demanda para circulação de informações na atualidade, na sociedade das comunicações. Para nós, o conceito, o espaço das comunicações e a formação de redes de contatos são essenciais e fomentam nossa engrenagem: a informação.




Referência:

CAUQUELIN, Anne. Arte contemporânea: uma introdução. Tradução Rejane Janowitzer. São Paulo: Martins, 2005. (Coleção Todas as artes)