• Angélica Ribeiro

Instalação na arte

A arte contemporânea abrange diversas formas de produção artística, dentre elas a instalação: uma prática artística experimental que usa o espaço de exposição como integrante da obra apresentada. Além disso, uma instalação pode associar diversos tipos de materiais e objetos em sua construção, inclusive vídeos, fotografias, pinturas e esculturas, por exemplo.

O termo “instalação” começou a ser usado no final dos anos 1960 para nomear obras criadas, a princípio, para debochar da arte comercial e colecionável usando de maneira ampla e efêmera algum espaço específico em galerias e exposições. Com o tempo, surgiram novos artistas e novas intenções com essa forma de arte, e hoje podemos entender uma instalação como um tipo de criação artística pela qual o público, para além de observar, também pode adentrar nela. Ou seja, é possível estar na obra, mais do que vê-la. Inclusive, muitas vezes, as instalações aguçam diversos sentidos humanos, como a audição, o olfato e o tato.

Uma instalação é um ambiente expositivo e imersivo através do qual os artistas podem misturar inúmeras técnicas, desde práticas tradicionais até o uso das novas tecnologias, fazendo isso com apelo sensorial e promovendo o envolvimento do público com a obra.



REFERÊNCIA: FARTHING, Stephen. Tudo sobre arte. Tradução de Paulo Polzonoff et. al. Rio de Janeiro: Sextante, 2011.