• Angélica Ribeiro

Vídeo-arte

Do cinema à vídeo-arte, existem várias formas de produção audiovisual. Historicamente elas se desenvolvem adaptando-se de forma inovadora a cada nova tecnologia. Justamente por isso, a imagem em movimento não se limitou à sala de cinema tradicional, ao contrário, moldou-se em suas diversas faces artísticas. Dessa maneira, a videoarte assumiu um papel fundamental como fomentadora do hibridismo, do experimentalismo e da manipulação imagética.

A videoarte surgiu do diálogo entre cinema, televisão e videoteipe e da crítica ao uso puramente comercial das técnicas e tecnologias que se desenvolviam em meados do século XX. Visava a inovação, a autonomia de produção audiovisual dos artistas e a ampliação das possibilidades de expressão artística.

Sua história possui dois importantes nomes que foram interligados: Nam June Paik (1932-2006), sul-coreano precursor da vídeo-arte, e o Grupo Fluxus. conjunto de artistas atuantes nas décadas de 1960 e 1970 contrários ao individualismo e aos valores burgueses. Foram estes que reconheceram os potenciais artísticos existentes nos aparatos técnicos de gravação, reprodução e transmissão audiovisual que surgiam cada vez mais.

A videoarte mistura diferentes referências e é tecnicamente híbrida: ela é a conjunção de elementos visuais diversos. Trata-se de composição e da manipulação de imagens em movimento, assim como da multiplicidade de espaços de produção e de telas de exibição. Através de sua prática, um artista pode construir discursos, estimular percepções estéticas e atuar culturalmente em seu meio.




Referência: RIBEIRO, Angélica Eloá. O processo de criação da vídeo-arte Autorretrato por infusão visual: o chá, o cinema e a história da arte. 2016. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura em Artes Visuais) - Departamento de Artes, Universidade Estadual de Ponta Grossa, Ponta Grossa. p. 45 - 50.